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sábado, 2 de janeiro de 2016

Feliz 2016

Quando 2015 começou, ele era todo seu.
   Foi colocado em suas mãos...
   Você podia fazer dele o que quisesse...
   Era como um livro em branco, e nele você podia colocar:
um poema, um pesadelo, uma blasfêmia, uma oração.
   Podia...
   Hoje não pode mais; já não é seu.
   É um livro já escrito... Concluído.
   Como um livro que tivesse sido escrito por você, ele um dia lhe será lido, com todos os detalhes, e você não poderá corrigi-lo. Estará fora do seu alcance.
   Portanto, antes que 2015 termine, reflita, tome seu velho livro e o folheie com cuidado.
   Deixe passar cada uma das páginas pelas mãos e pela consciência; faça o exercício de ler a você mesmo.
   Leia tudo...
   Aprecie aquelas páginas de sua vida em que você usou seu melhor estilo.
   Leia também as páginas que gostaria de nunca ter escrito. Não tente arrancá-las. Seria inútil. Já estão escritas. Mas você pode lê-las enquanto escreve o novo livro que lhe será entregue. Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu, e evitar repetir as ruins.
   Para escrever o seu novo livro, você contará novamente com o instrumento do livre arbítrio, e terá, para preencher, toda a imensa superfície do seu mundo.
   Se tiver vontade de beijar, seu velho livro, beije-o.
   Se tiver vontade de chorar, chore sobre ele...
   Não importa como esteja...
   Ainda que tenha páginas negras, entregue e diga apenas duas palavras: OBRIGADO e PERDÃO!!
   E, quando 2016 chegar, lhe será entregue outro livro, novo, limpo, branco todo seu, no qual você irá escrever o que desejar...

FELIZ LIVRO NOVO!!

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Meus Medos

Tenho medo, um medo sem definição, aquele medo que afronta a razão. Não consegui definir se é um medo bom ou ruim. Talvez, seja algo generalizado ou certos medos sejam forçados. Pode ser uma forma de prevenção para não cair em tentação. Algumas vezes é um medo impedidor que causa dor sem nenhum pudor.
As vezes o medo domina, saio um pouco do clima. Tenho medo até do próprio medo esse sentimento parece tão verdadeiro. Não sei mais que rumo seguir o medo sempre tende a me impedir, de tudo que estipulo algumas coisas o medo me limita a conseguir.
As vezes faço o medo superior e me vejo inferior isso me causa um ardor.
Tenho medo da imaginação não fluir e eu me ver sozinha aqui, por não conseguir criar personagens, daqueles que me agradem, tenho medo de viver sobre grades as vezes o medo é covarde.
  Tenho medo do meu lado fera se alastrar e feridas sobre minha vida provocar.
  Tenho medo de coisas sem nexo, as vezes do meu próprio reflexo. Medo de pensamentos de me encontrar à relentos.
As vezes o medo é libertador e me faz ver o mundo com mais amor. Então, acho que não há real definição que possa  distinguir se o medo é bom ou ruim... Talvez. Seja fruto da minha imaginação, esse medo cheio de criação. Parei para esse momento reflexão. Afinal o medo é ruim ou não ?.
-Keila Lopes