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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

PARTIDAS SEM DESPEDIDAS.

  São tantas partidas. Não há tempo para despedidas. Confesso que me perdi em várias de mim, nem todas foram ao tudo ruim. Umas machucaram mais, foram um pouco sagaz. Mudei ou me fizeram mudar. Por mais que eu tente nunca serei uma pessoa exemplar.
   Tentei ser mais forte afinal, não acredito em sorte e embora a dor ferisse eu quis viver até a velhice. Sei que nunca vou me entender mas, terei o privilégio de poder conhecer cada um eu que eu venha à ser. A solidão é retruque do meu comportamento injure(que fere).
   Vou me reter, de forte novamente vou me fazer. Sei que vai ser complicado mas, será um bom caminho andado. Rumo a sei lá... Qualquer lugar. Já que nunca vou me encontrar, vou aceitar me perder, sem tempo para me arrepender.
    De qualquer jeito preciso viver ou sobreviver. Nem sempre vou depender de mim, não sou eu quem vai estipular o fim. Eu tive muitas vontades entre elas, verdadeiras amizades. Vou presumir que não importa o que eu fizer ou onde estiver vai haver sempre uma nova partida e não haverá tempo para despedida.

-Keila Lopes

domingo, 15 de novembro de 2015

RESSIGNIFICAR

PUBLICADO EM SOCIEDADE POR LARISSA BISPO

Acreditar que a nossa felicidade depende 5% daquilo que nos acontece e 95% do que fazemos com isso e entender que somos os únicos responsáveis pela maneira que enxergamos os problemas e os damos outro significado.

Ultimamente estou passando por uma das melhores e mais ricas experiências da minha vida: ressignificar. Mas o que significa isso, de fato? Por quê em alguns momentos nos vemos obrigados a fazê-lo?

Todos nós deveríamos tirar pelo menos quinze minutos do nosso dia para fazer um exercício de auto-conhecimento. Não falo das perguntas gerais como "Quem eu sou?" ou "O que eu espero da minha vida?", mas acordar todos os dias e se perguntar "Por quais razões eu estou aqui, onde estou, nesse momento?" ou "Como eu quero que seja o meu dia, hoje?"

Acredito que tudo ou quase tudo que nos cerca, o que sentimos e o que influencia nossas atitudes e decisões se resume a um só conceito: visão. Não passar na entrevista do emprego dos seus sonhos pode significar que você está desempregado e que sua vida profissional está acabada, como pode ser a oportunidade para você procurar algo que se identifique mais e te faça crescer. Terminar um relacionamento pode ser uma das piores experiências da sua vida, o chão pode desabar aos seus pés e você pode se sentir um lixo, abandonado e sem rumo por meses ou pode fazer disso um aprendizado e aproveitar a maior oportunidade para se descobrir e se amar completamente, sem depender de mais ninguém.

Isso chama-se visão.

Imagine que hoje, ao sair de casa, você resolva sacar uma grande quantia de dinheiro no banco. Ao sair de lá, seja assaltado e leve um tiro de raspão no seu ombro esquerdo. Ao acordar, no hospital, você terá duas escolhas: se lamentar e vitimizar-se por ter perdido todo o seu dinheiro ou agradecer à vida por estar bem e por aquela bala ter desviado alguns centímetros para longe do seu coração. O significado de todo acontecimento depende do filtro pelo qual o vemos.

A visão que temos a respeito do que nos acontece e dos nossos problemas, sejam eles grandes ou diários, é o que define a capacidade que temos de sermos felizes.

Decepções amorosas, problemas de saúde ou familiares, luto, fracasso profissional - tudo isso, ao serem encarados de certa forma, podem parecer os seus piores problemas, mas podem ser a maior oportunidade para você ressignificar a sua vida. Isso quer dizer dar um novo significado ou um novo sentido para aquilo que acontece com a gente e, logo de cara, vimos como o fim do mundo, algo praticamente sem solução naquele momento. Dessa forma, esquecemos que os únicos responsáveis pelo rumo que damos à nossa vida e às escolhas que fazemos somos nós mesmos.

Quantas vezes já responsabilizamos outras pessoas pelo que acontece com a gente? "Eu era um ótimo funcionário e ele me demitiu"; "Eu estudei tanto, mas o professor me deu nota baixa"; "Eu era o(a) melhor namorado(a) do mundo, mas terminaram comigo". Não devemos nos culpar quando erramos ou quando as coisas simplesmente não dão certo, mas devemos assumir a responsabilidade pela nossa própria vida, e, principalmente: estar no controle dela. Conseguir enxergar que temos o poder de encontrar a solução nos próprios problemas e entender que somente nós mesmos somos responsáveis pela nossa própria felicidade.

Isso é a arte de ressiginificar. E digo arte porque não é fácil, mas é possível desenvolver esse poder e ressignificar quem somos todos os dias. É disso que precisamos. Conseguir parar, no meio da rotina, e pensar sobre o que esperamos de nós mesmos e como vamos lidar com nossas próprias decisões e incompreensões. Enxergar a vida da forma que queremos vê-la. Saber que todos os dias são diferentes e que podemos fazê-los serem bons, mesmo quando não são. Entender que errar é inevitável, mas é imprescindível tirar algo bom do erro, para acertar depois. Aceitar que nem sempre somos responsáveis pelo resultado das nossas escolhas, mas somos capazes de tornar nossas próximas ações meios para que o que não deu certo não se repita.

Teóricos mencionam que nossa felicidade depende 5% daquilo que nos acontece e 95% do que fazemos com isso, ou seja, como reagimos e qual sentido atribuímos. Sejamos capazes de nos permitir sofrer, chorar e se arrepender, mas que o processo de lamentação seja mais curto do que é hoje, uma vez que ele é inteiramente desnecessário. Que, de hoje em diante, possamos praticar a maior arte que podemos aprender e buscar o que todos queremos, independente de crença, cor ou religião: a felicidade - todos os dias. Mesmo que tudo dê errado.

Fonte: OBVIOUS 


© obvious: http://obviousmag.org/impermanencia/2015/sobre-a-arte-de-ressignificar.html#ixzz3rbVnI1vu 
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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Meus Medos

Tenho medo, um medo sem definição, aquele medo que afronta a razão. Não consegui definir se é um medo bom ou ruim. Talvez, seja algo generalizado ou certos medos sejam forçados. Pode ser uma forma de prevenção para não cair em tentação. Algumas vezes é um medo impedidor que causa dor sem nenhum pudor.
As vezes o medo domina, saio um pouco do clima. Tenho medo até do próprio medo esse sentimento parece tão verdadeiro. Não sei mais que rumo seguir o medo sempre tende a me impedir, de tudo que estipulo algumas coisas o medo me limita a conseguir.
As vezes faço o medo superior e me vejo inferior isso me causa um ardor.
Tenho medo da imaginação não fluir e eu me ver sozinha aqui, por não conseguir criar personagens, daqueles que me agradem, tenho medo de viver sobre grades as vezes o medo é covarde.
  Tenho medo do meu lado fera se alastrar e feridas sobre minha vida provocar.
  Tenho medo de coisas sem nexo, as vezes do meu próprio reflexo. Medo de pensamentos de me encontrar à relentos.
As vezes o medo é libertador e me faz ver o mundo com mais amor. Então, acho que não há real definição que possa  distinguir se o medo é bom ou ruim... Talvez. Seja fruto da minha imaginação, esse medo cheio de criação. Parei para esse momento reflexão. Afinal o medo é ruim ou não ?.
-Keila Lopes